O segundo dos dois líderes de uma milícia de extrema direita que planejou sequestrar e matar a governadora do estado de Michigan, Gretchen Whitmer, foi sentenciado a 19 anos e sete meses de prisão nesta quarta-feira (28), informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Barry Croft, de 47 anos, foi condenado em agosto como um dos arquitetos do plano de 2020 para sequestrar a governadora democrata. O plano era uma resposta a suas políticas de quarentena para conter a pandemia de covid-19, mas também, segundo eles, para promover uma guerra civil.

Croft foi o último réu a saber seu destino no caso. Na terça-feira, seu cúmplice e também líder da milícia, Adam Fox, de 39 anos, foi sentenciado a 16 anos de prisão.

Ambos foram considerados culpados de conspiração para planejar o sequestro e de pretender usar armas de destruição em massa, entre outras acusações, de acordo com um comunicado do Departamento.

“Croft e outros pretendiam sequestrar a governadora Gretchen Whitmer em sua casa de férias perto de Elk Rapids, Michigan, e usar dispositivos destrutivos para facilitar seu complô, ao ferir e impedir que a equipe de segurança da governadora e qualquer agente da lei respondessem”, disse o comunicado.

“Estudaram especificamente colocar uma bomba sob um viaduto interestadual perto de uma passarela de pedestres”, acrescentou o texto.

Eles planejaram o ataque com outros integrantes da milícia, entre eles um informante do FBI. O complô não foi muito longe, pois a polícia federal americana o acompanhou, com a ajuda de vários informantes do grupo.

Esta segunda sentença é proferida 13 dias depois que outras três pessoas que participaram de um complô receberam penas de sete a 12 anos em uma corte estadual de Michigan, acusados de terrorismo doméstico.

Mas evidenciou a crescente ameaça que grupos armados de milícias de direita representam em todo o país, especialmente desde as disputadíssimas eleições de 2020.

Em janeiro de 2021, membros de vários desses grupos invadiram violentamente o Congresso, em Washington, na tentativa de impedir a certificação de Joe Biden como vencedor das eleições contra o magnata republicano Donald Trump, que denunciou, sem apresentar provas, uma fraude eleitoral.