A confiança do consumidor nos Estados Unidos deteriorou-se no início de setembro, revelou uma pesquisa da Universidade de Michigan divulgada nesta sexta-feira. O aumento dos preços da gasolina e as tensões comerciais são os principais fatores para a queda, alimentando temores de uma inflação mais elevada nos próximos 12 meses.

Da IstoÉ com Reuters

O que aconteceu

  • A confiança do consumidor nos EUA despencou para 47,8 em setembro, ante 51,7 em agosto, abaixo das previsões de 51,0.
  • Os preços da gasolina e as tensões comerciais são apontados como principais impulsionadores do aumento dos temores inflacionários entre os consumidores.
  • As expectativas de inflação para os próximos 12 meses saltaram de 4,0% para 4,6%, indicando uma preocupação crescente.

A Pesquisa dos Consumidores da Universidade de Michigan informou que seu Índice de Confiança do Consumidor caiu para 47,8 neste mês, ante 51,7 em agosto. Economistas consultados pela Reuters previam uma leitura de 51,0.

A confiança diminuiu entre os consumidores que se identificam como democratas e republicanos, mas praticamente não sofreu alterações entre os independentes, apontando para uma preocupação transversal na sociedade americana.

Quais os motivos da deterioração?

“Com o ressurgimento dos preços dos combustíveis e das tensões comerciais, os consumidores antecipam que haverá maiores pressões sobre seus bolsos”, afirmou Joanne Hsu, diretora das Pesquisas dos Consumidores. A análise sublinha a sensibilidade dos lares americanos a fatores econômicos externos e internos que impactam diretamente o custo de vida.

O indicador da pesquisa sobre as expectativas dos consumidores em relação à inflação para o próximo ano saltou de 4,0% no mês passado para 4,6%. Para contextualizar, as expectativas de inflação para os próximos 12 meses estavam em 3,4% em fevereiro, antes do início da guerra liderada pelos EUA contra o Irã, evidenciando o agravamento do cenário.

As expectativas dos consumidores em relação à inflação nos próximos cinco anos subiram ligeiramente de 3,3% em agosto para 3,4%, indicando que a percepção de persistência inflacionária também se fortaleceu no longo prazo.

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