24/09/2014 - 8:20
A queda no índice de sentimento das empresas da Alemanha dificulta uma recuperação nas bolsas europeias, mantendo as ações em direções divergentes. Apesar das contínuas promessas de apoio à economia feitas pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, a decepção com o indicador alemão limita os ganhos e aprofunda as perdas na renda variável europeia, ao ressaltar a fragilidade econômica da região.
Logo no começo do pregão, o instituto Ifo informou que o índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu para 104,7 em setembro, o menor nível desde abril de 2013. O resultado ficou abaixo da leitura de 106,3 em agosto e da previsão de analistas, de 105,8, desencadeando temores de que a maior economia da zona do euro não deve voltar para um caminho de forte crescimento, enquanto tenta reagir a uma contração no segundo trimestre.
“Vários fatores provavelmente estavam em jogo”, disse a economista Evelyn Herrmann, do BNP Paribas, ao citar tensões geopolíticas com a Rússia, a última rodada de sanções e o risco de uma nova escalada de tensões, além da possibilidade de medidas de retaliação.
Diante do persistente enfraquecimento na zona do euro, o chefe do BCE, Mario Draghi, voltou a ressaltar que a instituição usará todos os instrumentos disponíveis em seu mandato para apoiar a economia. Em um pronunciamento para a rádio Europe 1, Draghi disse que a “política monetária permanecerá acomodatícia por um longo período” e garantiu que o comitê do BCE é unânime na posição de usar todos as ferramentas para atingir a inflação próxima de 2%.
No noticiário corporativo, as ações da Merck lideram os avanços em Frankfurt, um dia após a empresa anunciar que pagará US$ 17 bilhões para comprar a norte-americana Sigma-Aldrich. Os papéis avançavam 2,94% por volta das 8h15 (de Brasília).
No horário mencionado acima, as principais bolsas europeias operavam em direções divergentes: Paris ganhava 0,48%, Frankfurt tinha elevação de 0,07% e Milão avançava 0,72%, enquanto Londres cedia 0,09%, Lisboa caía 0,46% e Madri tinha perda de 0,32%. No mercado de câmbio, o euro era pressionado pelo dado da Alemanha e as falas de Draghi, recuando a US$ 1,2841. A libra seguia o rumo contrário, sendo negociada a US$ 1,6400.