Não haverá sessão do plenário do Congresso na próxima terça-feira,  13, para a apreciação dos vetos presidenciais. A informação foi  repassada ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da  Agência Estado, pelo secretário-geral da Mesa Diretora do Senado, Luiz  Fernando Bandeira de Mello Filho.

“Não está convocada”,  disse Mello Filho. A Secretaria-Geral da Mesa do Senado é a responsável,  nas sessões do Congresso, por auxiliar o presidente da Casa, senador  Renan Calheiros (PMDB-AL), na organização dos trabalhos legislativos.

Renan  já avisou a aliados que a tendência é convocar a sessão do Congresso  apenas em novembro. Ele pretende seguir o regimento interno que dispõe  que a sessão conjunta das duas Casas Legislativas tem de ser convocada  na terceira semana de cada mês. Desta forma, deve ficar para o dia 17 do  mês que vem. Ainda pesa contra uma convocação extraordinária na terça o  fato de que um dia antes é feriado de 12 de outubro.

Esta  semana, uma rebelião da base aliada da Câmara não garantiu por dois  dias seguidos, na terça (6) e quarta (7), o quórum para que houvesse  votação dos vetos presidenciais. Mesmo estando na Casa, os deputados não  registraram presença.

Constam da pauta para serem  apreciados vetos que preveem o reajuste dos servidores do Poder  Judiciário, que tem impacto, segundo dados do governo, de R$ 36,2  bilhões até 2019, e o que atrela o aumento do salário mínimo a todos os  benefícios do INSS, o que representa uma despesa extra de R$ 11 bilhões  em idêntico período.

Apesar de não ter havido votação dos  vetos do Congresso, o governo contabiliza ter votos suficientes, ao  menos no Senado, para impedir a derrubada das propostas. Para serem  derrubados, são necessários o apoio de pelo menos 257 deputados e 41  senadores.