O Conselho de Segurança da ONU concordou nesta segunda-feira em analisar na quinta a situação na Líbia, em meio a crescentes críticas internacionais pelos ataques aéreos da coalizão internacional contra o regime de Muamar Kadhafi.

A nova sessão, decidida já no início da reunião desta segunda-feira em Nova York, ocorrerá uma semana depois de o Conselho de Segurança aprovar o uso de “todas as medidas necessárias” para proteger os civis e impor uma zona de exclusão aérea na Líbia.

A coalizão, integrada entre outros por Estados Unidos, Reino Unido e França, lançou no sábado ataques com mísseis contra esse país para impor uma proibição de voo às forças do coronel Kadhafi, em meio à repressão contra o movimento rebelde.

Em um comunicado no fim de semana, o Ministério de Relações Exteriores líbio pediu uma sessão de emergência do Conselho de Segurança “depois da agressão de franceses, americanos e britânicos contra a Líbia, um Estado independente e membro das Nações Unidas”.

“Os Estados-membros vão estudar esse pedido e fazer um pronunciamento”, disse um diplomata, que falou sob a condição de anonimato.

Outro diplomata da ONU afirmou que viu no pedido da Líbia “uma oportunidade muito útil para ser transparente com os membros do Conselho sobre as ações que o Reino Unido e outros países tomaram até agora”.

Como a sessão de segunda-feira ocorreu a portas fechadas, a Líbia não esteve representada nas conversas, segundo outro diplomata.

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