02/04/2025 - 17:09
O Banco do Brasil (BB) confirmou que está operando no Crédito Trabalhador, o consignado do CLT, com taxa média de juros entre 1,46% até 3%.
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Em entrevista na manhã, desta quarta-feira, 2, à rádio CBN, o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Francisco Macena, citou as taxas praticadas pelo BB, que foram confirmadas por IstoÉ Dinheiro com o banco público.
Segundo Macena, os juros praticados no crédito consignado padrão estão no patamar de 10%, e de 15% no rotativo do cartão de crédito.
Com isso, os bancos públicos Caixa e Banco do Brasil são os únicos até o momento a divulgarem as taxas de juros que estão sendo aplicadas nas propostas do Crédito do Trabalhador.
Os aspectos analisados por instituições financeiras para elaborarem suas propostas, segundo o MTE, são o tempo de empresa do trabalhador, seu crédito em conta do INSS e se ele aceita utilizar esse valor e sua multa rescisória como garantias.
No caso da Caixa, por exemplo, a avaliação destes critérios definiria qual taxa entre 1,60% e 3,17% constará na oferta de empréstimo para cada solicitante.
Como funciona o novo crédito consignado?
O Crédito do Trabalhador entrou em vigor no dia 21 de março e está disponível exclusivamente na Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) para todos os trabalhadores formalmente registrados. A partir de 25 de abril será possível acessar o consignado também nas plataformas digitais dos bancos.
Por ora, para ter acesso ao crédito o trabalhador deve fazer uma simulação e requerer propostas através do aplicativo da CTPS Digital. A partir daí, instituições financeiras terão 24 horas para enviar suas ofertas por meio da mesma plataforma.
O desconto das parcelas do empréstimo é feito na folha de salários mensalmente. É ainda possível usar como garantia até 10% do saldo no FGTS e 100% da multa rescisória em caso de demissão. A ideia é que as garantias possibilitem uma oferta de juros mais baixos.
Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados.