24/02/2005 - 7:00
A aquisição de bens por consórcio é um dos meios mais baratos de financiamento no País, pois não há cobrança de juros, apenas uma taxa de administração que é diluída ao longo do plano. Muitos consumidores, porém, fogem dos consórcios com medo da liquidação da administradora. Num esforço para dar maior credibilidade ao modelo, a seguradora Roma, em parceria com a corretora Framar, criou uma apólice diferenciada que cobre eventuais problemas da administradora ou a inadimplência dos cotistas. O produto, chamado Seguro Garantidor de Créditos Consorciais, garante até a última contemplação do plano, o que dá mais credibilidade à empresa. Mesmo em caso de liquidação, a entrega do bem está garantida.
prêmio do seguro de consórcio é de 0,03% sobre o valor do bem. No caso de um financiamento no valor de R$ 10 mil a ser pago em 50 parcelas, o custo do seguro será de R$ 3 por mês. O produto não pode ser adquirido por pessoa física, mas os cotistas podem aprovar a compra da apólice na assembléia geral. A Framar já distribuiu a apólice para 17 empresas, totalizando 100 mil consorciados. Um pool de seguradoras que inclui a australiana QBE Brasil, a Excelsior e a Vera Cruz garante o produto, que ainda tem o respaldo do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).
?O risco de o consorciado ficar desamparado é muito pequeno porque temos uma equipe de monitoramento mensal de cada administradora que impede surpresas desagradáveis?, diz Dorival Zanetti, diretor de operações da Framar. As administradoras independentes adotaram o produto para concorrer com os bancos, que entraram com força no segmento há dois anos. Foi a saída encontrada pelas pequenas para enfrentar os grandes. ![]()