O projeto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de transferir a sede do governo do estado para a região central da capital paulista já conta com dois consórcios confirmados para a disputa. O leilão que irá escolher quem irá conduzir o projeto está marcado para a próxima quinta-feira, 26, na B3.

A IstoÉ Dinheiro apurou que o primeiro grupo é liderado pela Construcap, em parceria com o grupo espanhol Acciona, que já é responsável pela obra da linha 6-laranja do Metrô. O segundo conta com cinco empresas. Liderado pela Zetta infraestrutura, tem ainda a M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos e Iron Property.

As empresas tinham até hoje para entregar os documentos para participar do processo de concessão do novo Centro Administrativo onde ficará a nova sede do governo. Com investimento estimado em R$ 6 bilhões, o projeto prevê a construção de sete edifícios e dez torres, que concentrarão o gabinete do governador, secretarias e dos órgãos estaduais.

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Após a construção, o contrato de concessão prevê ainda a administração e zeladoria, por 30 anos, da área de 60 mil metros quadrados, que receberá cerca de 22 mil servidores da nova sede do governo.

O plano da gestão Tarcísio de Freitas é revitalizar o centro de São Paulo. Durante anos, a região passou por um processo de degradação, com roubos recorrentes e venda e consumo de drogas na área que ficou conhecida como “cracolândia”. A situação se agravou ainda mais durante a pandemia, quando dezenas lojas fecharam as portas.

Além da construção da nova sede, o projeto prevê a restauração de 17 imóveis tombados e a ampliação em pelo menos 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel. Da área total, 25 mil metros quadrados serão destinados para áreas de comércio e serviços e a construção de um novo terminal de ônibus, interligado à estação da Luz do Metrô e CPTM.