08/06/2026 - 9:13
A Construtora Cidade manifestou nesta segunda-feira, 8, solidariedade às famílias das pessoas atingidas em decorrência do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), e disse que a obra foi construída “com observância à técnica e às normas vigentes da engenharia” e “sem registro anterior de anomalias estruturais que indicassem risco à sua estabilidade”.
A ponte desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5, ferindo quatro pessoas que estavam nas proximidades da ponte e que foram encaminhadas ao hospital do município, um deles em estado gravíssimo.
+ Governo do Acre diz que construtora será responsabilizada por ponte que desabou
O governo do Acre ingressou na Justiça com duas medidas judiciais destinadas a assegurar a responsabilização da empresa responsável pela construção. De acordo com a governadora Mailza Assis (PP), a ponte estava “dentro do período de garantia”. A obra, que custou R$ 36 milhões, foi inaugurada em março de 2024, na gestão do antecessor de Mailza, Gladson Cameli (PP).
A construção foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) e executada em menos de dois anos.
Em nota, a Construtora Cidade disse que “há cerca de uma semana”, equipes técnicas passaram a observar sinais de instabilidade no terreno da região da ponte, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos da área, e que encaminhou ao Deracre na quinta-feira (4), recomendação formal para a interdição total da ponte, inclusive para o trânsito de pedestres, diante do risco identificado por suas equipes (leia mais abaixo a íntegra).
A ponte desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5, ferindo quatro pessoas que estavam nas proximidades da ponte e que foram encaminhadas ao hospital do município, um deles em estado gravíssimo.
“Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades”, afirma a construtora.
Segundo a empresa, a ocorrência do fenômeno de “terras caídas” pode, “dependendo da dimensão, ocasionar a ruptura da estrutura de obras viárias, como o ocorrido na Ponte do Frei Paolino Baldassari”.

Governo do Acre aciona a Justiça
O governo do Estado informou que, por medida de precaução e segurança, a ponte já estava interditada desde a quinta-feira, 4, “visando evitar uma situação de maior emergência”.
Ainda na noite de sábado, a Justiça deferiu parcialmente os pedidos formulados pelo Estado do Acre, determinando que a Construtora Cidade apresente, no prazo de cinco dias, um plano de assistência às famílias atingidas pela erosão, pela instabilidade das margens ou por riscos decorrentes do colapso, incluindo, se necessário, remoção e oferta de habitações temporárias. O descumprimento da medida poderá resultar em multa diária de R$ 50 mil.
Outro pedido acolhido pela Justiça foi a obrigação de adoção imediata de medidas mitigatórias emergenciais destinadas à contenção de riscos, incluindo ações de sinalização, isolamento, estabilização provisória e demais providências tecnicamente recomendadas para evitar novos danos. Para essa determinação, foi fixada multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Em relação à segunda ação ajuizada pelo Estado, que buscava o bloqueio cautelar de bens da construtora para garantir eventual ressarcimento ao erário, o pedido não foi acolhido. Saiba mais aqui.
Veja a nota oficial da Construtora
A Construtora Cidade manifesta sua solidariedade às pessoas atingidas e aos seus familiares em decorrência do colapso da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), ocorrido na última sextafeira (05/06/2026).
A empresa informa que a ponte foi construída com observância à técnica e às normas vigentes da engenharia, tendo sido recebida pelo DERACRE ao final de 2023 e permaneceu em operação regular desde então, sem registro anterior de anomalias estruturais que indicassem risco à sua estabilidade.
Há cerca de uma semana, equipes técnicas passaram a observar sinais de instabilidade no terreno da região onde a ponte está inserida. Esses sinais evoluíram rapidamente nos dias seguintes, com o surgimento de rachaduras, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos da área no entorno da ponte.
Diante desse cenário, a Construtora Cidade mobilizou profissionais especializados das áreas de engenharia estrutural, fundações e topografia para avaliação das condições locais. Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades.
Com base nas informações técnicas disponíveis naquele momento, a empresa encaminhou ao DERACRE, na quinta-feira (04/06/2026), por volta das 13 horas (horário do Acre), recomendação formal para a interdição total da ponte, inclusive para o trânsito de pedestres, diante do risco identificado por suas equipes.
As avaliações preliminares apontaram indícios compatíveis com processo de instabilidade geotécnica conhecido como fenômeno de “terras caídas”, caracterizado por movimentações de grandes massas de solo associadas a processos erosivos e às variações naturais dos níveis dos rios. A identificação desses indícios foi um dos fatores que motivaram a recomendação imediata de interdição da estrutura.
A ocorrência do fenômeno natural, extraordinário e imprevisível de “terras caídas” pode, dependendo da dimensão, ocasionar a ruptura da estrutura de obras viárias, como o ocorrido na Ponte do Frei Paolino Baldassari.
A Construtora Cidade ressalta que mais estudos técnicos estão sendo realizados pela equipe contratada, composta por especialistas de reconhecida experiência nacional nas áreas de geotecnia, hidrologia, estruturas, fundações e topografia.
A empresa permanece à disposição dos órgãos públicos, da imprensa e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a segurança das pessoas, com a engenharia responsável e com a busca rigorosa da verdade técnica sobre os fatos.
