30/11/2025 - 11:00
A plataforma especializada em venda de carros usados Copart realizou um investimento de R$ 140 milhões no Brasil para ganhar mercado no país. O site, que atuava unicamente por meio de leilões de carros em parceria com bancos e seguradoras, quer bater de frente com OLX e Webmotors para entrar no ramo de vendas diretas, um mercado que movimenta 16 milhões de veículos usados por ano no país.
A companhia nasceu nos Estados Unidos e frequenta a lista das maiores empresas no índice S&MP 500 desde 2021. No Brasil, possui 24 pátios próprios com capacidade de 50 mil veículos em estoque e expectativa de chegar a 150 mil vendas em 2025. O CEO da Copart no Brasil, Adiel Avelar, explicou que a empresa resolveu deixar de atuar somente nos leilões porque identificou um mercado com potencial crescimento no país, onde os clientes estão insatisfeitos com experiências em sites de compra e venda.
“A aposta no canal de venda direta aconteceu depois de ouvirmos os clientes que já transacionavam com a companhia. Percebemos que poderíamos abordar dois grupos principais de clientes insatisfeitos no mercado: os frustrados, que tentaram vender seus carros em sites de forma direta e não deu certo, e os possessos, que ao tentar comercializar os carros com concessionárias, tiveram que lidar com preços muito baixos. Então oferecemos uma solução intermediária”, contou.
A companhia, que já está vendendo veículos de forma direta desde 2024, tem expectativas altas nesse novo segmento. Hoje a venda por leilão ainda representa 90% do volume total dos negócios da empresa, mas a ideia é que as vendas diretas atinjam 50% em até três anos.
Cliente quer segurança na venda
Nos últimos anos com o avanço da tecnologia, plataformas como a OLX permitem que o consumidor faça todo o processo de venda sozinho: desde criar um anúncio até concretizar a venda.
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A empresa promete um processo rápido para o vendedor, mas agindo como uma intermediária. O executivo conta que muitos consumidores que tentaram vender veículos por conta própria tiveram experiências ruins como a demora para encontrar comprador até o incômodo de precisar atender diversas ligações de interessados ou realizar encontros presenciais antes da venda.
“Alguns consumidores que tentam vender seus veículos por conta própria em plataformas concorrentes acabam se frustrando com o processo e buscam alternativas mais eficientes. Muitos citam a falta de tempo para lidar com os trâmites da venda; riscos ao marcar encontros presenciais e a demora para vender pelo preço desejado”, explicou.
Para quem quer vender, uma das queixas identificadas pela companhia foi a demora na concretização do negócio. Apesar do cliente ter a oportunidade de tentar vender o seu carro por um valor mais alto, muitas vezes os anúncios nas plataformas são colocados para escanteio em detrimento a anúncios pagos. Assim, o vendedor acaba tendo que aceitar um preço mais baixo.
“Clientes reclamam que levaram até 5 meses para vender o carro. Nós buscamos trabalhar com uma média de 7 dias”, explicou Avelar.
O CEO explica que após o proprietário do veículo entrar em contato com a companhia para vender o seu carro, o anúncio passa por alguns processos como um contato inicial via WhatsApp, definição de margem de preço pela equipe da plataforma após o envio de fotos, análise documental e de possíveis débitos e vistoria cautelar antes do carro ir para o pátio e disponibilização da venda.
“O diferencial e a oportunidade de mercado que a empresa busca endereçar é a de resolver o problema para quem quer vender o veículo com liquidez, rapidez e segurança”, finalizou o executivo.
