O copiloto do avião alemão que caiu nos Alpes franceses estava sozinho na cabine e acionou deliberadamente o mecanismo de descida com a provável intenção de destruir o avião, afirmou o promotor público que coordena a investigação da tragédia aérea que deixou 150 mortos0.

“Depois que o comandante saiu da cabine, o copiloto ficou no comando e acionou o mecanismo de descida”, afirmou o promotor Brice Robin, em uma entrevista coletiva.

O promotor disse ainda que o copiloto alemão, que se chamava Andreas Lubitz, não estava fichado como terrorista e que nada leva a pensar que o avião tenha sido alvo de um ato terrorista.

Segundo o promotor, durante os primeiros 20 minutos de voo, há uma troca de cortesias e até mesmo brincadeiras entre o piloto e o copiloto.

Quando o piloto começa preparar o procedimento para a aterrissagem em Dusseldorf (Alemanha), o copiloto se mostrou mais “lacônico”.

Depois que o comandante sai da cabine, o copiloto fica sozinho até o momento da queda.

“Por vontade própria, ele se negou a abrir a porta da cabine para o comandante”, enfatizou.

“Ele não tinha nenhuma razão para impedir a volta do comandante ao cockpit”, contou ainda Robin, acrescentando que o piloto pediu várias vezes acesso à cabine, sem obter resposta do copiloto.

Sozinho na cabine, o copiloto “pressionou o botão de perda de altitude por uma razão que não fazemos nenhuma ideia, mas que pode ser visto como um desejo de destruir a aeronave”, afirmou.

O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, confirmou as informações de Robin, afirmando que o copiloto não possuía antecedentes terroristas.

“No que diz respeito ao piloto, até este momento, depois de verificar as informações em nosso poder sobre esta pessoa, não há qualquer contexto terrorista”, declarou o ministro.

Segundo ainda o promotor público francês, as vítimas do voo A320 não se deram conta do que estava acontecendo até o último momento.

“As vítimas morreram no ato”, afirmou, acrescentando que gritos foram ouvidos nos últimos instantes da tragédia.