Os juros futuros de curto prazo recuam no início do pregão nesta quinta-feira, 28, após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou a percepção de que a Selic não deve subir na próxima reunião. O dólar também cai, beneficiado pela alta do petróleo, que alimenta o apetite por risco.

Às 9h25, o DI para abril de 2016 projetava taxa de 14,210%, ante 14,240% no ajuste de ontem. O DI para julho de 2016 indicava 14,335%, de 14,400% na véspera. O contrato para janeiro de 2017 mostrava 14,56%, de 14,70%.

Entre os vencimentos longos, o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 16,35%, ante 16,44%. E o DI para janeiro de 2023 estava em 16,50%, de 16,59%. Essas taxas sofriam ajustes técnicos diante da queda dos juros curtos e eram puxadas para baixo também pelo dólar. A moeda à vista no balcão, por sua vez, caía 0,57%, a R$ 4,0746.

A ata do Copom revelou que o grupo majoritário mudou de argumentos para deixar a Selic inalterada na comparação com a ata anterior. Segundo o texto, a maioria “considerou que houve elevação de incertezas domésticas e externas recentemente” e disse que “é preciso continuar monitorando evolução do cenário macroeconômico”. Já a minoria (Tony Volpon e Sidnei Corrêa Marques, que votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% ao ano) manteve a alegação de que alta do juro já reduziria risco de não cumprir meta e reforçaria o processo de ancoragem de expectativas.

Analistas chamam atenção para o peso dado pelo BC ao cenário externo, que na avaliação do Copom se deteriorou desde a última reunião. Além disso, a autoridade retirou o termo “especialmente” no trecho em que ressalta a necessidade de se manter vigilante para garantir que pressões inflacionárias detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos.