O Plano de Demissão Voluntária (PDV) dos Correios foi encerrado nesta terça-feira, 7, com a adesão de cerca de 3,07 mil trabalhadores, conforme balanço preliminar da companhia. A iniciativa integra a estratégia de ajuste de custos da estatal.

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Segundo nota da estatal, o volume de trabalhadores dos Correios que aderiram ao PDV representam 30,7% do público alvo e 35% da meta de economia projetada para 2027.

Isso, dado que os Correios miravam 10 mil desligamentos via PDV.

“O Plano de Demissão Voluntária (PDV) 2026 é uma etapa estratégica para acelerar a eficiência operacional da empresa. Com execução em prazo otimizado, o programa viabiliza uma redução de custos de R$ 1,4 bilhão já em 2027. Somadas ao PDV, outras medidas de gestão implementadas apenas no primeiro trimestre deste ano – como a otimização de rotas logísticas e o controle rigoroso de produtividade, acordo coletivo 2025/2026 e novas opções de jornada de trabalho – garantem uma economia adicional de R$ 508 milhões anuais”, diz a companhia.

Somente com o PDV, a estatal deve economizar R$ 420 milhões ao ano destes R$ 508 milhões. O valor a ser economizado representa parte do montante projetado no início do plano, que previa economia maior com a adesão total esperada.

A duração do programa foi de aproximadamente dois meses. A empresa considera a possibilidade de lançar uma nova edição do PDV, com condições diferentes, mas a discussão foi adiada para 2027.

O planejamento original previa cortes adicionais no quadro de pessoal nos próximos anos. A meta total incluía desligamentos em duas etapas, com impacto estimado nas despesas ao longo do período.

Além do programa de demissão, a companhia adotou outras medidas para reduzir custos. Entre elas estão mudanças em acordos trabalhistas, revisão de rotas de entrega, controle de horas extras e ajustes em contratos. Também foram implementadas alterações no plano de cargos e salários.

O conjunto dessas ações deve permitir o cumprimento das metas de redução de despesas previstas para este ano. A empresa, no entanto, projeta retorno ao resultado positivo apenas a partir de 2027.