26/12/2025 - 6:14
A cotação da prata superou nesta sexta-feira, 26, pela primeira vez, a barreira simbólica de US$ 75 por onça (31,1 gramas), em um contexto de recordes dos metais preciosos e industriais no fim do ano devido à incerteza econômica e ao risco geopolítico no planeta.
A prata alcançou o valor de US$ 75,15 (R$ 416), enquanto o ouro também atingiu uma cotação máxima de US$ 4.531,04 (R$ 25.118) a onça.
Desde janeiro, o ouro registra alta de quase 70% e a prata de mais de 150%, rendimentos anuais sem precedentes desde 1979.
Os metais são considerados valores de refúgio, ou seja, ativos nos quais se pode investir com relativa segurança a longo prazo, comprados principalmente por bancos centrais ou particulares como forma de proteção em tempos de incerteza.
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Segundo analistas, o ouro e a prata foram beneficiados pelo risco geopolítico desencadeado pelo conflito entre Estados Unidos e Venezuela. Washington mobilizou, nos últimos meses, um grande dispositivo militar no Caribe e estabeleceu um bloqueio naval petrolífero contra Caracas, que acusa de financiar o “narcoterrorismo”.
A Venezuela, por sua vez, denuncia uma tentativa de derrubar o presidente Nicolás Maduro para assumir o controle das reservas de petróleo do país.
O dólar e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que costumam ser valores refúgio e concorrem com os metais preciosos, perderam sua atratividade em 2025.
A incerteza relacionada à presidência de Donald Trump contribuiu em grande medida para o resultado reforçado recentemente pela perspectiva de novas reduções das taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed, banco central), o que tornaria o dólar menos atraente.
Os investidores também estão preocupados com a dívida pública das grandes economias e com uma possível bolha no setor de Inteligência Artificial.
Todas as incógnitas provocam a alta do ouro e da prata, assim como de outros metais, já que muitos consideram prudente diversificar suas carteiras, assinalou John Plassard, analista do Cité Gestion Private Bank.
