28/02/2025 - 16:35
O bitcoin opera com volatilidade no fim da tarde desta sexta-feira, 28, diante da não assinatura de um acordo de exploração de minerais na Ucrânia pelos Estados Unidos, após discussão entre Trump e Volodymyr Zelensky, ter pesado sobre os mercados. Temores gerados pela ofensiva tarifária do governo de Donald Trump também têm prejudicado o apetite por risco. Pela manhã, a moeda chegou a operar abaixo dos US$ 80 mil, nos menores níveis em três meses e meio, mas conseguiu mitigar perdas ao longo do dia e chegou a ultrapassar os US$ 85 mil.
Por volta das 16h25, o bitcoin subia 0,11%, a US$ 84.334,21, enquanto o ethereum perdia 3,88%, a US$ 2.224,19, de acordo com a Binance. O bitcoin chegou a ser cotado a US$ 78.258,52 na mínima do dia.
Hoje, traders circularam em redes sociais que Anthony Scaramucci, fundador da gestora de investimentos SkyBridge Capital e figura influente entre investidores de criptomoedas, teria afirmado que o bitcoin pode atingir US$ 180 mil até o final do ano, o que ajudou o ativo digital a recuperar parte das perdas registradas mais cedo. O próprio Scaramucci compartilhou uma das publicações de traders em seu perfil no X.
Ontem, Trump reforçou que as tarifas para México e Canadá começam em 4 de março, e que a China, que foi tarifada em 10%, passará a pagar “tarifas adicionais de 10%” na mesma data. A discussão entre Trump e Volodymyr Zelensky durante reunião para assinatura de acordo de exploração de minerais também ajudou no sentimento generalizado de aversão ao risco.
Em nota aos clientes, Naeem Aslam, analista da Zaye Capital Markets, apontou que a aversão ao risco e as fortes saídas de recursos de ETFs lastreados em bitcoin intensificaram a pressão de venda mais cedo.
Para a Capital Economics, a queda do bitcoin reflete a dificuldade da criptomoeda em se consolidar como uma “reserva de valor”. A volatilidade do ativo, aliada às “baixas velocidades de transação”, continua a dificultar sua adoção como meio de troca. A instituição também destaca que a recente queda nos preços reflete a “decepção com a falta de progresso” em um ambiente regulatório mais favorável.
A analista técnica da Ripio, Ana de Mattos, destaca que, apesar da queda recente, o bitcoin teve uma alta de cerca de 125% desde julho de 2024, tornando as correções “necessárias”. Ela observa que, embora o preço esteja em queda, há um fluxo comprador absorvendo a baixa. Caso haja reversão, as resistências podem surgir em US$ 91.775 e US$ 94.300, enquanto uma continuidade da pressão vendedora poderia levar o Bitcoin a buscar suporte entre US$ 78.800 e US$ 75.900.