O bitcoin operou em forte alta nesta sexta-feira, 13, movimento que reaproximou a criptomoeda do nível de US$ 70 mil, em uma sessão que teve como destaque a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano de janeiro abaixo do esperado. A redução da pressão inflacionária abre espaço para uma política mais relaxada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), com potenciais taxas de juros menores tornando o investimento na criptomoeda mais atrativo.

Por volta das 16h53 (em Brasília), o bitcoin avançava 4,7%, a US$ 69.005,91. Já o ethereum subia 6,4%, a US$ 2.057,63, de acordo com a plataforma Binance.

O mercado fortaleceu a possibilidade de retomada da redução de juros pelo Fed na reunião de junho. Segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, a chance de esse cenário se concretizar era estimada em 68,7%, acima dos 66,7% de antes da divulgação do indicador.

O chefe de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, Geoff Kendrick, reduziu recentemente sua previsão para o preço do bitcoin neste ano de US$ 150.000 para US$ 100.000. Ele também alertou que a principal criptomoeda do mundo pode cair para até US$ 50.000. “O bitcoin tende a ser um investimento que segue o momentum”, disse.

Desde o início de 2026, o Bitcoin caiu 24%. Mas Kendrick também apontou que, se “chegar a menos de US$ 50.000, será uma excelente oportunidade de compra”. Ele prevê que o preço das principais criptomoedas manterá sua trajetória descendente antes de voltar a subir.

Ainda hoje, a Truth Social Funds, afiliada ao Trump Media & Technology Group, apresentou uma declaração de registro à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, em inglês) para dois fundos negociados em bolsa de criptomoedas, o Truth Social Cronos Yield Maximizer ETF e o Truth Social Bitcoin and Ether ETF.

*Com informações Dow Jones Newswires.