O prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), disse em sua  primeira entrevista a um canal de televisão depois da eleição de  domingo, 30, que irá governar “para todos” e buscou se descolar da  imagem de bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. “Não serei o  missionário que era na África, não estarei na igreja. As pessoas não  votaram em mim para isso”, afirmou Crivella ao “SBT Rio”, telejornal  local do SBT.

Crivella prometeu mais verbas para a saúde e a  educação e também o reforço de mecanismos de defesa de minorias, como a  Coordenadoria da Diversidade Sexual. “Serei um inconformado com  qualquer tipo de violência contra minorias. Quero reforçar a área de  combate à intolerância religiosa e de defesa dos direitos das minorias”,  disse.

O novo prefeito carioca disse que, na área da  saúde, serão injetados mais R$ 250 milhões que, na gestão atual, de  Eduardo Paes (PMDB), foram alocados para obras relacionadas aos Jogos  Olímpicos, realizados em agosto.

Crivella prometeu ainda  reduzir o número de secretarias municipais de 35 “para menos da metade”.  Ele também anunciou que não pretende aparelhar a Guarda Municipal com  armas de fogo, apenas armas não letais.

O prefeito eleito  também minimizou a elevada abstenção, que foi de 26,85% do eleitorado, e  a quantidade de votos nulos e em branco, que somaram 20,08% dos votos  registrados. “Isso é histórico no Rio. A rejeição foi um pouco maior não  só a mim ou ao meu adversário, mas a toda a política”, disse Crivella.