18/09/2026 - 10:53
Os bonds da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registram valorização expressiva nos mercados emergentes desde o anúncio de Fabio Schvartsman como novo CEO, em 2 de setembro. Investidores apostam na iminente venda de ativos da siderúrgica para reduzir sua pesada dívida, marcando uma nova fase para a gigante do aço.
O que aconteceu
- Investidores reagem positivamente à expectativa de venda de ativos pela CSN, impulsionando a valorização de seus bonds.
- A chegada de Fabio Schvartsman como CEO é vista como um sinal de mudança e de maior autonomia para concluir negociações importantes.
- A venda da unidade de cimentos e da siderúrgica alemã está em andamento, com propostas já apresentadas para os ativos.
Nova liderança na CSN
O ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, foi anunciado como novo CEO em 2 de setembro. A escolha foi vista por investidores e bancos credores como símbolo de uma nova fase para a gigante do aço, comandada por Benjamin Steinbruch havia duas décadas. A indicação de um nome fora da família controladora foi recebida como um ponto positivo, dando poder a alguém capaz de concluir negociações que já se arrastam há anos.
“É um movimento positivo e simbólico”, disse Nicolas Giannone, analista da Balanz. Segundo ele, embora Steinbruch continue como presidente do conselho, a mudança “dá um novo rosto a uma “nova” CSN e reafirma a intenção de reduzir a alavancagem e simplificar o negócio”.
Desde o anúncio, os títulos em dólar da empresa renderam em média 5%, enquanto um índice mais amplo de dívida corporativa de mercados emergentes teve perda de 0,5% no período.
Unidade de cimentos avança
A venda da unidade de cimentos está mais adiantada e um acordo pode ser anunciado nas próximas semanas, segundo pessoas a par do assunto que pediram para não ser identificadas por tratarem de informações privadas. Huaxin, Votorantim e Polimix apresentaram propostas vinculantes de cerca de R$ 11 bilhões cada uma, afirmaram as fontes, valor abaixo dos R$ 15 bilhões pretendidos pela CSN, embora a companhia possa aceitar o valor menor, segundo elas.
A unidade está dada como garantia a bancos em um empréstimo de pelo menos US$ 1,2 bilhão concedido em março, disseram pessoas a par do assunto anteriormente neste ano.
CSN aliena ativos na Europa
A CSN também está vendendo a Stahlwerk Thuringen (SWT), unidade siderúrgica na Alemanha adquirida em 2012 por US$ 634 milhões, segundo as fontes, que pediram anonimato por se tratar de negociações privadas. A companhia recebe ainda propostas por ativos de infraestrutura e pode vendê-los separadamente, em vez da fatia minoritária combinada no negócio de infraestrutura que buscava originalmente, acrescentaram as pessoas.
Acionistas da CSN Mineração buscam aumentar participação?
Acionistas da CSN Mineração também avaliam aumentar suas participações, aproveitando as avaliações depreciadas, comprando mais fatias da holding controladora, disseram as fontes, sem especificar quais acionistas. A Itochu Corporation é a segunda maior acionista da companhia, com uma fatia de 10,85% adquirida em 2024 por R$ 4,42 bilhões, enquanto a Japão Brasil Minério de Ferro Participações Ltda, subsidiária da Itochu, é a terceira maior acionista, com participação de 9,35%, segundo dados da própria companhia.
A Votorantim não quis comentar. CSN, CSN Mineração, Embu SA, a unidade brasileira da Huaxin e a Polimix não responderam a pedidos de comentário. A Itochu, controladora da Japão Brasil, também não respondeu.
Leia mais
EUA transferem drones militares para América do Sul e Caribe
Meta aprova “fake news” eleitorais em testes de anúncios
IGP-M acelera para 1,47% em setembro, diz FGV/Ibre
Toyota RAV4 ganha versão híbrida PHEV de 329 cv por R$ 399.990; veja detalhes e equipamentos
