Aproximadamente 630 mil viajantes americanos serão beneficiados

Aproximadamente 630 mil viajantes americanos serão beneficiados

A aproximação política entre Estados Unidos e Cuba, anunciada em dezembro do ano passado, já está surtindo efeito nas relações financeiras entre os dois países. Na sexta-feira 23, a americana Mastercard anunciou a liberação da utilização de seus cartões em Cuba por americanos. A partir de março, a empresa vai retirar o bloqueio de acordo com recomendação do Departamento do Tesouro dos EUA. As transações, no entanto, continuam bloqueadas na Coreia do Norte, Irã, Sudão e Síria.

Com a medida, aproximadamente 630 mil viajantes anuais vindos dos Estados Unidos serão beneficiados podendo utilizar os cartões em hotéis e restaurantes. “Essa mudança vai trazer novas divisas a Cuba, todas as redes dolarizadas do País poderão se beneficiar dessa abertura”, diz Emilio Morales, presidente da The Havana Consulting, consultoria sediada em Miami que visa fomentar negócios em Cuba.

Outras empresas de cartões estudam a liberação como a American Express que admitiu estar revisando as recomendações. Já a Visa não comenta o assunto. De acordo com Morales, a liberação das bandeiras é um passo para que outras empresas do setor financeiro cheguem ao País. “Agora, estamos na expectativa de quem serão os primeiros bancos a operar na ilha”, diz Morales. Segundo Morales, entre os bancos que devem chegar à ilha nos próximos meses estão Citibank, Bank of América, Wells Fargo e JP Morgan.

Consultados por DINHEIRO o Bank of America disse não comentar rumores de mercado. O Wells Fargo disse não ter planos de abrir um escritório em Cuba. Citibank e JP Morgan não retornaram ao pedido de entrevista. Dentre os bancos brasileiros não existe a expectativa de operar em Cuba. Itaú e Banco do Brasil não quiseram comentar o assunto. A estimativa da The Havana Consulting é de que nos próximos cinco anos a aproximação entre os dois países gere receitas de até US$ 30 bilhões.

Colaborou Natália Flach