O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou com mais um  recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão  do ministro Marco Aurélio Mello, que mandou a Câmara aceitar o pedido  de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

No  mandado de segurança, que será relatado pela ministra Rosa Weber, a  Mesa Diretora da Casa pede que a liminar de Marco Aurélio seja suspensa  até, pelo menos, o caso ser julgado pelo plenário da Corte.

Em  uma dura crítica, a peça classifica a decisão do ministro como  ”teratológica”. “Ou seja, no caso de decisões teratológicas, assim  entendidas como aquelas que se constituem como abusivas, manifestamente  ilegítimas, incongruentes, desprovidas de fundamentação hábil,  contrárias á jurisprudência firmada do Supremo Tribunal Federal, e que  podem acarretar uma situação grave, absolutamente desnecessária, com  risco eminente de dano inverso, mostra-se possível o uso do mandado de  segurança”, diz o mandado.

Na semana passada, Cunha já  havia entrado com um recurso na Corte alegando que o ministro  ”interferiu indevidamente” em questões internas do Legislativo e pedindo  que o caso fosse levado a plenário. O presidente da Câmara é um dos  aliados mais próximos de Temer.

No último dia 5, Marco  Aurélio determinou que Cunha recebesse um pedido de impeachment contra  Temer e formasse uma Comissão Especial para analisar o processo. A  decisão atendeu a uma ação do advogado Mariel Márley Marra, de Minas  Gerais.

Dilma

Também nesta terça, o  deputado Laerte Bessa (PR-DF) entrou com um mandado de segurança no  Supremo para que Cunha aceite um  pedido de impeachment de sua autoria  contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O pedido foi rejeitado por não  cumprir os trâmites legais. A ação será relatada pela ministra Cármen  Lúcia.