Assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento dos  embargos de declaração do rito de impeachment, líderes partidários da  Câmara se reunirão nesta quarta-feira, 16, com o presidente da Casa,  Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para estabelecer os procedimentos da escolha da  comissão processante. A intenção de Cunha é retomar o trâmite do  processo de afastamento da petista nesta quinta-feira, 17.

A  reunião está marcada para começar meia hora após o encerramento do  julgamento. Os líderes definirão se haverá eleição complementar (com a  indicação dos nomes governistas) para a chapa oposicionista eleita em  dezembro ou se haverá uma nova eleição, com voto aberto ou secreto. A  duração do encontro dependerá das mudanças que os ministros fizerem no  entendimento da corte suprema sobre o rito do impeachment.

Outro  ponto que poderá vir à discussão e estender os debates desta noite será  a distribuição das vagas na comissão, formada por 65 integrantes.  Alguns parlamentares defendem que haja reforma na composição da comissão  do impeachment, considerando a “janela partidária”, que termina na  sexta-feira, 18. Para alguns líderes, é preciso saber como ficará o  tamanho das bancadas para depois recalcular quantas cadeiras cada  partido terá no colegiado.

Ontem, o presidente da Câmara  disse que, mesmo que haja insistência dos partidos, não mudará a  disposição das vagas na comissão processante. Ele enfatizou que será  respeitada a regra dos blocos formados no início da legislatura, em  fevereiro do ano passado. O recálculo só valerá para as comissões  permanentes, que ainda não foram instaladas.

Cunha lembrou  que a comissão processante foi colocada em votação, num primeiro  momento, no ano passado. “Eu não sinto amparo legal de mudar regra  depois de o jogo começado. O jogo começou, vale a regra que existia  naquele momento”, respondeu o peemedebista nesta terça.