14/02/2016 - 12:12
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pode aceitar esta semana, numa cúpula em Bruxelas, as reformas oferecidas pela União Europeia (UE) para convencer os britânicos que votem a favor de sua manutenção no bloco.
Se assim for, Cameron poderia realizar um referendo sobre a permanência na UE em junho. Seria um marco nas complicadas relações entre Londres e o bloco. A seguir, as datas mais significativas dessa história:
O Reino Unido apresenta seu primeiro pedido formal de adesão à Comunidade Econômica Europeia (CEE), sob o então primeiro-ministro, o conservador Harold Macmillan.
O presidente francês, general Charles de Gaulle, veta o pedido de entrada britânico pela primeira vez.
De Gaulle volta a vetar o segundo pedido britânico de entrada na CEE.
Com De Gaulle já fora da presidência, o Reino Unido entra finalmente na CEE, junto a Irlanda e Dinamarca.
No primeiro referendo para sair ou ficar na CEE, os britânicos votam por ficar, com 67% de votos favoráveis.
Irritada com a distribuição dos subsídios agrícolas, a primeira-ministra Margaret Thatcher pede que Bruxelas devolva a contribuição britânica para a UE, em um discurso que ficou famoso pela frase: “Eu quero meu dinheiro de volta!”.
Assinatura do Tratado Europeu de Maastricht, que deu mais um passo para a integração europeia. O Reino Unido se distancia do processo e da criação da moeda única, o euro.
O primeiro-ministro John Major é submetido a um voto de confiança em seu governo pelo Tratado de Maastricht, em fratura completa no seu partido pela Europa. Uma câmera capta Major chamando de “bastardos” seus ministros eurocéticos.
O Primeiro-ministro trabalhista Tony Blair, pró-europeu, anunciou sua intenção de realizar um referendo sobre a Constituição Europeia, que finalmente acontece.
O primeiro-ministro conservador David Cameron promete um referendo sobre a UE, caso vença as eleições gerais.
O partido antieuropeu UKIP vence as eleições europeias com mais de 26% dos votos, garantindo 24 assentos no parlamento europeu.
Os conservadores de Cameron vencem novamente as eleições, abrido caminho pro referendo.