05/05/2016 - 16:17
A decisão do ministro Teori Zavascki, de afastar o deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara do Deputados, teve o objetivo desautorizar os ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello que, segundo análises de juristas, poderia impedir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a posse do vice Michel Temer. A informação é da colunista Eliana Catanhede, do jornal O Estado de S. Paulo.
Lewandowski e Mello puseram em votação na tarde desta quinta-feira, 5, a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), de autoria da Rede de Sustentabilidade, que, além de pedir o afastamento de Eduardo Cunha, determinava simultaneamente, segundo interpretação de outros ministros, a anulação de todos os seus atos no cargo – e, por conseguinte, o acatamento do pedido de impeachment de Dilma.
De acordo com a colunista do jornal, Zavascki se irritou e outros ministros estranharam que Mello tenha aceitado relatar a ADPF da Rede, quando o natural seria que a enviasse para ele, que relata o caso Cunha desde dezembro.
E as suspeitas pioraram quando Mello acertou com o presidente Lewandowski para suspender toda a pauta de hoje no plenário para se concentrar nessa ação. Ao perceberem a manobra , ministros do Supremo se mobilizaram para neutralizar a aprovação da ADPF.