A análise da extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, que devia ser concluída nesta terça-feira, continuará na próxima sexta-feira, segundo decidiu o juiz que preside o tribunal localizado nos arredores de Londres.

O juiz Howard Riddle tomou esta decisão depois de dois dias intensos durante os quais os advogados de Assange esforçaram-se em demonstrar, com a ajuda de várias testemunhas, irregularidades na forma como a promotoria sueca abordou o caso contra Julian Assange por supostos crimes sexuais.

A sessão de sexta-feira será dedicada às conclusões das duas partes, depois das quais o juiz deverá decidir se o australiano pode ser extraditado à Suécia, país que o reclama para interrogá-lo devido a denúncias apresentadas por duas mulheres depois de uma visita de Assange a Estocolmo em agosto passado.

Assange, que nega as acusações – apesar de admitir ter mantido relações sexuais com as duas mulheres -, sustenta que o caso foi motivado politicamente pelo vazamento promovido pelo Wikileaks de milhares de cabos confidenciais da diplomacia americana e documentos secretos sobre as guerras de Iraque e Afeganistão.

A decisão do juiz não será, no entanto, definitiva, já que o australiano dispõe de diversas possibilidades de apelação.

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