O Fundo Monetário Internacional estimulou nesta quinta-feira os esforços empregados por países europeus para reduzir seus déficits, e reprovou a situação dos Estados Unidos, do Japão e do Brasil, num relatório sobre finanças públicas das grandes economias mundiais.

A “deterioração das contas no Brasil está particularmente marcada” e o governo estará longe de atingir seus objetivos, segundo o FMI.

Ao divulgar seu “Monitor de finanças públicas”, que detalha as projeções para 14 países, o FMI estimou que três Estados da Zona do Euro (Alemanha, Espanha e França) e o Reino Unido eram os que registravam mais progressos em seu plano de redução do déficit.

“Os maiores países europeus vão reequilibrar seus orçamentos em 2011”, devendo ainda “melhorar sua situação fiscal em 2012”, destacou.

Para estes países, o déficit deverá ser reduzido em 2011 de um a três pontos do Produto Interno Bruto, em relação ao de 2010.

“O encolhimento do orçamento na Alemanha e na França, conjugado a medidas discricionárias e a uma aceleração do crescimento, contribuirá para reduzir notavelmente o déficit”, explicou.

“A redução do déficit na Espanha será o mais pronunciado entre os grandes países europeus” e o governo britânico “anunciou medidas detalhadas visando a reduzir as despesas”, acrescentou a instituição.

Em troca, os Estados Unidos e o Japão seguem má tendência.

“Os Estados Unidos serão o único grande país avançado a realizar uma política orçamentária procíclica [de retomada] este ano”, revelou o Fundo. Seu déficit deverá afundar em 2011.

“No Japão, a redução já modesta do déficit global prevista para 2011 foi incrementada” com um aumento suplementar de gastos aprovado pelos deputados em novembro, lamentou o FMI no documento.

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