O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), anunciou nesta  quarta-feira, 09, que o partido vai recorrer à Justiça para barrar uma  eventual nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um  ministério do governo Dilma Rousseff.

A articulação,  conforme mostrou reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, tem por  objetivo retirar as investigações do juiz Sérgio Moro – que determinou a  condução coercitiva de Lula na Operação Lava Jato – para levá-la ao  Supremo Tribunal Federal, foro que apura a conduta de ministros.

Para  Caiado, a estratégia tem por objetivo “blindá-lo” de uma iminente  prisão na Lava Jato. Segundo o oposicionista, a se confirmar a  indicação, deverão ser apresentadas ações populares nas 27 unidades da  federação a fim de impedir a posse do ex-presidente.

“A  intenção é entrar em todos os Estados com medidas de ação popular para  derrubarmos esse ato que, além de imoral, é, sem dúvida nenhuma, um ato  de apoio à criminalidade e de desrespeito às instituições. Vamos provar  que se trata de uma fraude”, afirmou Caiado, em nota.

O  líder do DEM acredita que a movimentação do governo se configura como  uma tentativa de driblar a Justiça, colocando por terra todo o argumento  usado por Dilma até agora de não interferência nas outras esferas de  poder.

“Ficou claro que o objeto único é esconder o  ex-presidente Lula de toda a operação Lava Jato. O que estamos  assistindo é inaceitável. Caso aconteça, vamos pedir o apoio de toda a  população e vamos entrar em todos os Estados. O Brasil não é um  sindicato do ABC”, disse o senador.