06/02/2015 - 10:38
Loja da rede brasileira Vivenda do Camarão, em Miami
Conhecido por seu crescimento acima dos dois dígitos nos últimos dez anos, o setor de franquias apresentou o pior desempenho em uma década no ano de 2014. O setor cresceu 7,7% e faturou R$ 127,4 bilhões. Os números chamaram a atenção do mercado sobre um eventual processo de saturação das franquias. Porém, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), esse resultado está relacionado à realização da Copa que teve impacto direto no varejo. ”O franchising não é uma ‘ilha’ e também sofre com o baixo desempenho da economia como um todo”, disse Rogério Feijó, diretor de inteligência de mercado da ABF.
Apesar do faturamento crescendo em um ritmo menor, o número de franquias no País cresceu 8,8% no ano passado para 2.942 unidades. De acordo com Paulo Mauro, presidente da Global Franchise, franqueadora que já trouxe 40 marcas ao Brasil, entre elas as redes americanas de alimentação Subway e Quiznos, o setor de franquias demorou um pouco para sentir o efeito da crise, mas mesmo assim sofre menos. “O setor deve continuar crescendo, o que mostra como as franquias são um caminho mais seguro para se investir, ainda mais em tempos de economia em crise.”
O momento econômico não deve mudar os planos de Mauro. Sua empresa abriu uma filial nos Estados Unidos, em 2014, para buscar novos mercados e o objetivo é levar as franquias brasileiras para o mercado internacional. “Muitas marcas brasileiras estão querendo entrar nos Estados Unidos, ainda mais com a economia daquele País melhorando”, diz Mauro. Entre 2013 e 2014, a rede Vivenda do Camarão abriu duas unidades em Miami. Outras redes como Localiza, Mundo Verde, Chilli Beans, Hering e Giraffas também estão presentes no mercado americano.

