A cidade de São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do Brasil em junho, conforme mostrou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada em 17 capitais pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No final do mês passado, o custo médio do conjunto de produtos alimentícios essenciais na capital paulista atingiu R$ 249,06, o que significou recuo de 2,83% ante o valor verificado em maio, mas que, mesmo assim, fez o município ultrapassar Porto Alegre no ranking das cestas brasileiras com valor mais expressivo.

A capital do Rio Grande do Sul, que apresentou cesta com preço médio mais alto durante 20 meses consecutivos, ficou na segunda posição do ranking em junho, com valor médio de R$ 248,15, 3,39% inferior ao verificado em maio. Foi seguida por Manaus (R$ 236,57), Florianópolis (R$ 232,46), Belo Horizonte (R$ 231,54), Vitória (R$ 231,12) e Brasília (R$ 230,39), entre as capitais com valores acima de R$ 230 para a cesta. Os menores valores de junho foram verificados em Fortaleza (R$ 181,92), Aracaju (R$ 184,17) e João Pessoa (R$ 193,94).

De acordo com o Dieese, apesar de São Paulo liderar o ranking das cestas mais caras do País em junho, sete dos 13 produtos que compõem o conjunto de itens essenciais tiveram queda no período. As maiores reduções ficaram por conta da batata (-20,61%), do açúcar (-13,00%) e do tomate (-4,70%). Entre os produtos com alta, destacam-se a banana (0,50%), o arroz (0,48%) e o café, com variação de 0,33%.

Em 12 meses, o preço da cesta básica subiu 9,19% na capital paulista, o que representou variação muito próxima da verificada no primeiro semestre, de 9,15%. Segundo o Dieese, cinco itens tiveram queda nos preços e, para dois deles, a redução foi bem expressiva em 12 meses: leite (-9,3%), óleo de soja (-8,1%). No mesmo período foi apurada alta para o feijão (61,3%), o açúcar (36,6%), o tomate (16,50%) e a batata (14,0%).

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