A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, adotou em seu primeiro discurso após a posse um tom conciliador em relação aos empreendimentos de várias atividades econômicas. Com a agricultura não foi diferente, evitando conflitos entre negócios empresariais e familiares e também do campo com o meio ambiente. “O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor”, disse.

Os assuntos ligados ao setor rural foram citados em nove parágrafos de seu primeiro pronunciamento. “Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade dos preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.”

A presidente também enfatizou a necessidade de valorização do desenvolvimento regional e citou que é preciso dar condições à produção agrícola do Centro-Oeste. “Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa”, afirmou.

Em relação às exportações, Dilma destacou que a competitividade da agricultura e da pecuária “merecerá toda nossa atenção” e salientou que essas áreas fazem do Brasil um grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes. Ela também disse que o País não fará concessões ao protecionismo dos países ricos.

Ambiente

A presidente mencionou ainda a produção de etanol como fonte de energia limpa. Segundo ela, o combustível proveniente da cana-de-açúcar contará com “grande incentivo” no novo governo, assim como fontes alternativas: biomassa, eólica e solar.

“Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa”, previu. “Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e à matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.”

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