A presidente Dilma Rousseff esteve ao lado do vice-presidente Michel  Temer em um evento público pela primeira vez desde que recebeu dele uma  carta, na qual o peemedebista fazia reclamações sobre a falta de  confiança que recebia da presidente. Os dois participaram de cerimônia  de cumprimentos aos oficiais-generais do Exército. Os cumprimentos foram  encerrados ao som da música “Amigos para Sempre”, entoada pela banda  dos militares.

Aos convidados, Dilma disse que a situação  fiscal do País não vai comprometer projetos prioritários na área da  Defesa. “Face aos imperativos, não podemos abdicar do pleno  desenvolvimento dos setores nuclear, cibernético e aeroespacial”, disse.  Segundo ela, o Brasil precisa dos projetos estratégicos que estão em  desenvolvimento nas Forças Armadas e o governo compreende a importância  de desenvolver uma base industrial nessa área.

“Mesmo em  momento de reequilíbrio fiscal, precisamos olhar sempre que revisões de  prazos e adaptações não podem interromper o processo”, afirmou. Dilma  defendeu que o País se consagre como desenvolvedor de tecnologia  nuclear.

A presidente ainda ressaltou a importância de se  valorizar a carreira militar. “Sob suas lideranças, nossas Forças  Armadas continuarão decisivas para a construção de um Brasil mais  seguro, mais forte e democrático”, disse. Ao fim da apresentação, Dilma e  Temer se cumprimentaram com dois beijos no rosto.

Em  discurso que antecedeu o de Dilma, o general Eduardo Villas Bôas,  comandante do Exército Brasileiro, disse que as Forças Armadas não são  exaltadas pela busca do protagonismo. Entre manifestantes contrários ao  governo da petista, é comum encontrar nos protestos quem defenda o  retorno de um governo militar. Villas Bôas indicou não compartilhar da  ideia. “As Forças Armadas estão firmemente dedicadas a contribuir para a  estabilidade institucional”, ressaltou.