A presidente Dilma Rousseff reforçou o necessidade de aprovação da  CPMF e foi vaiada por parlamentares durante a leitura da mensagem de  abertura do ano legislativo nesta terça-feira, 2. “Não podemos  prescindir de medidas temporárias como a aprovação da CPMF e da DRU”,  disse.

Entre os argumentos usados para convencer  parlamentares da necessidade de recriar o imposto, a presidente afirmou  que a CPMF irá “bancar a Previdência Social e a Saúde”.

Dilma  reforçou ainda que o imposto é temporário e afirmou que essas medidas  ”irão dar o espaço necessário para administrar a política fiscal até que  as reformas de médio e longo prazo comecem a ter efeito”. “CPMF é ponte  necessária entre urgência do curto prazo e estabilidade do médio  prazo”, afirmou.

Em defesa do ajuste fiscal em curso, a  presidente fez questão de frisar a queda da arrecadação federal. Dilma  foi novamente vaiada ao ler os números de queda da arrecadação. Para  ela, a parcela de receitas que cresceu foi a relacionada à Previdência  devido à elevação do emprego e a maior formalização do mercado de  trabalho.

“Assim, a recuperação do emprego também é essencial para a Previdência Social”, disse.

A  presidente reconheceu que “muitos têm dúvidas e se opõem à CPMF, mas  pediu que esses “considerem a excepcionalidade do momento e levem em  conta dados e não opiniões”. A presidente classificou a recriação do  tributo como “melhor opção disponível em favor do Brasil” e foi  novamente vaiada.

Como alternativa para o controle do  gasto público, a presidente afirmou que o governo irá, em 2016, dar  continuidade à política de controle dos gastos de custeio. A presidente  disse ainda que o governo irá propor uma desvinculação de receitas dos  Estados e municípios. “As três esferas do governo precisam de mais  flexibilidade para dar sustentabilidade”, destacou em seu discurso. A  DRU hoje vale apenas para a União.

Outros tributos

A  presidente aproveitou sua fala para defender a reforma tributária. Para  o PIS/Cofins, Dilma afirmou que o governo enviará, nas próximas  semanas, uma proposta com a criação do chamado crédito financeiro.

Já  para o ICMS, a presidente pretende dar continuidade ao projeto que foi  iniciado pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy que já está em  tramitação no Congresso. “Com essas medidas será possível fazer o acordo  de convalidação fiscal e poderemos baixar as alíquotas de ICMS a partir  de 2017 e 2018”, frisou.