A presidente Dilma Rousseff tomou partido pela Venezuela na discussão  sobre direitos humanos durante a 49ª Cúpula do Mercosul, em Assunção,  no Paraguai. Ela saudou o presidente Nicolás Maduro e o povo venezuelano  pelo “espírito democrático” das últimas eleições.

Segundo  Dilma, a principal conquista do Mercosul foi a consolidação e construção  da democracia depois de anos de autoritarismo. “Essa região foi a que  mais incluiu e mais garantiu participação dos nossos povos no  desenvolvimento da sociedade”, discursou a presidente. Depois, elogiou  as eleições na Argentina e na Venezuela.

Maduro desistiu  de comparecer à cúpula alegando problemas domésticos. No entanto, os  chanceleres não chegaram a um acordo sobre duas medidas propostas pelo  Paraguai que garantia o compromisso da Venezuela com os direitos  humanos, incluindo a possibilidade de o país ser suspenso do bloco, caso  não seguisse as determinações.

A Argentina também  defendeu uma posição mais firme do bloco na declaração dos presidentes  sobre o tema dos direitos humanos. Antes de Dilma, o presidente da  Argentina, Mauricio Macri, pediu à Venezuela que liberte os presos  políticos. Ele defendeu que o Mercosul busque “democracias verdadeiras”.