i126610.jpg

Suchodolski, presidente da Voitel: a meta é conquistar 3% do mercado de pequenas e médias empresas

 

Disque 58.” Se alguns milhares de pequenos empreendedores atenderem a esse pedido, o empresário Pedro Suchodolski atingirá a meta de negócios que definiu para sua companhia, a Voitel: conseguir, em cinco anos, uma participação de 3% no mercado de telefonia de longa distância para pequenas e médias empresas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Assim, ele triplicará as receitas atuais ao abocanhar uma fatia anual de R$ 54 milhões de um negócio que, nessas praças, gira R$ 1,8 bilhão. A partir de julho, o número 58 será o código para ligações DDD e DDI da Voitel, a mais nova operadora de telefonia fixa do País. Com ele, Suchodolski enfrentará não só as gigantes do setor, como Embratel e Telefónica, mas também uma série de outras pequenas empresas.

Hoje, são cerca de 56 empresas com códigos de longa distância autorizados pela Anatel espalhadas pelo Brasil, segundo a consultoria Teleco, especializada no setor de telecomunicações. A maior parte delas, porém, tem atuação apenas regional ou nem sequer oferecem o serviço. A Voitel centrará seus esforços para o mercado corporativo por duas razões. Primeiro, a conquista de consumidores residenciais exige investimentos maciços em marketing.

Além disso, embora pouco conhecida, a Voitel já opera em telefonia corporativa há dez anos, oferecendo serviços de teleconferência e webcast com base na internet. Em 2006, porém, a companhia começou a namorar o mercado de serviços de voz. “De lá para cá, a ideia de lançarmos um código de longa distância próprio foi tomando forma”, diz Suchodolski. Dessa forma, ele poderá oferecer uma gama mais completa e mais integrada de serviços para os clientes.

Suchodolski entende que as pequenas e médias companhias são negligenciadas pelas grandes operadoras. Por isso, ele vê, inclusive, a oportunidade de se tornar parceiro, e não concorrente, delas. “Há uma pressão por qualidade e acredito que isso as incentivará a buscar parcerias para atender nichos que hoje elas não atendem tão bem”, explica ele. Para a largada de seu código de longa distância, a Voitel aproveitará sua base atual de clientes.

Mais para a frente, porém, a aposta é em novos contratos. “No total, a expectativa é de que 20% dos usuários do código 58 sejam de clientes antigos, que migraram para o serviço. O grande volume, 80%, deve vir de novos contratos”, afirma ele. “A escala obtida pela Voitel será a diferença entre o sucesso e o fracasso para ela”, diz Eduardo Tude, da Teleco. De início, a oferta da Voitel será de dez milhões de minutos por mês, capacidade suficiente para atender cerca de 300 mil usuários. Para o próprio Suchodolski, é um volume pequeno.

“A conquista de novos clientes virá em uma segunda etapa e nossa oferta acompanhará esse desenvolvimento”, afirma. Com apenas 32 anos, Suchodolski é, desde setembro do ano passado, o principal acionista individual da Voitel, empresa que preside desde os 26 anos. Na ocasião, ele e um grupo de investidores brasileiros compraram a participação de um fundo americano de investimentos, que detinha 55% do capital da companhia.

“Isso não estava nos nossos planos, mas acabou sendo um bom negócio. Eles precisavam de caixa por conta da crise e nós conseguimos o controle da empresa por um preço cerca de 15% abaixo do valor de mercado”, conta ele. Cercado de diretores mais velhos (depois dele, o mais novo tem mais de 40 anos), Suchodolski diz que essa é a fórmula ideal, pois alia seu espírito inovador de jovem à experiência de mercado dos mais velhos.

O resultado? Uma empresa que é prática ao extremo. “Nosso código de DDD e DDI, o 58, foi escolhido assim, pela praticidade. O 5 está logo acima do 8 no teclado do telefone, o que facilita bastante a vida do usuário”, explica.

 

gr_223464149769095.jpg