Passivo nominal atingiu R$ 10,947 trilhões no mês, enquanto a dívida líquida do setor público avançou para 69,1%.

A Dívida Bruta do Governo Geral encerrou julho em 82,5% do PIB, registrando alta frente aos 81,9% verificados em junho. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (31), o estoque nominal avançou de R$ 10,809 trilhões para R$ 10,947 trilhões no período.

O resultado amplia a distância em relação ao piso histórico da série em dezembro de 2013, quando o indicador marcava 51,5%, gerando maior pressão sobre a trajetória fiscal do país.

O patamar mais elevado da série ocorreu em dezembro de 2020, ao atingir 87,6% sob o impacto dos gastos da pandemia. Já pelo conceito do Fundo Monetário Internacional, a taxa oscilou no sentido oposto, recuando de 95,8% em junho para 95,4% em julho.

A métrica abrange os passivos dos governos federal, estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais. O indicador serve de referência para as agências globais de classificação de risco mensurarem a capacidade de solvência do país.

A Dívida Líquida do Setor Público que leva em conta o montante das reservas internacionais, avançou de 68,5% em junho para 69,1% do PIB em julho. Em termos nominais, o montante atingiu R$ 9,165 trilhões, mantendo a atenção do mercado sobre a evolução do endividamento público.

 

 

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