A dívida pública bruta do país como proporção do PIB aumentou 0,5 ponto percentual em fevereiro, para 79,2%, maior patamar desde outubro de 2021, informou o Banco Central nesta terça-feira, 31.

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No mês, o setor público registrou um resultado primário negativo de R$ 16,388 bilhões, abaixo do déficit de R$25 bilhões previsto por economistas em pesquisa da Reuters, e inferior ao déficit de R$ 18,973 bilhões registrado em fevereiro de 2025.

A alta da dívida no mês refletiu a apropriação de juros, no valor de R$ 84,2 bilhões. No mês, o resultado nominal do governo, que inclui as despesas com juros, foi deficitário em R$ 100,589 bilhões.

No acumulado em 12 meses até fevereiro, o saldo primário foi negativo em R$ 52,843 bilhões, o equivalente a 0,41% do Produto Interno Bruto.

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 92,7% do PIB em janeiro para 94% no mês passado.

A DBGG que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) que leva em conta as reservas internacionais do Brasil aumentou de 65% do PIB em janeiro para 65,5% em fevereiro. Em reais, atingiu R$ 8,420 trilhões.

Com informações do Estadão C0nteúdo