12/10/2001 - 7:10
Ultimamente você tem estranhado o tom, digamos, bélico das conversas com o seu gestor de recursos? Pois pode se acostumar. As informações sobre os lança-mísseis no Afeganistão passaram a ser um dos principais motores das bolsas americanas. Lá, os analistas não medem esforços para se antecipar aos fatos. As corretoras Lehman Brothers e a Deutsche Banc Alex realizaram teleconferências com George Joulwan, ex-marechal aliado da Otan. Os brasileiros seguem a tendência. Basta você rondar os sites financeiros que irá se deparar com chats ou artigos que apresentam discussões geopolíticas. O Patagon tem convidado profissionais, como o cientista político Reginaldo Mattar e o especialista em segurança eletrônica José Carlos Vasconcellos, para debater os conflitos com analistas e investidores. No Investshop, o tema ganhou uma seção.
Rotina. O analista de investimentos Ricardo Tadeu Martins, da Corretora Souza Barros, incluiu os assuntos de guerra nos seus comentários semanais que são enviados aos clientes. ?Acompanhamos guerra e política com o mesmo empenho dos indicadores econômicos?, explica.
A rotina de Guilherme Rebane, da Multistock, também foi alterada para se inteirar da guerra. Já na primeira hora da manhã busca informações. Além da leitura dos jornais, revistas e Internet, conversa com operadores americanos, que ?sempre passam
alguma novidade?.
Para tirar proveito dessas discussões é bom não perder de vista seus objetivos. Foi o que ocorreu com o ouro, logo após o atentado. Por ser citado como ativo de guerra, aumentou a procura pela
aplicação. Só que o investimento não é indicado para pessoa física
e não tem liquidez.