O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira que apenas 2 das 27 unidades da federação indicaram que não vão aderir à subvenção a importadores de diesel, medida que terá custo dividido entre União e Estados.

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Em entrevista a jornalistas antes de deixar o cargo de ministro, Alckmin afirmou que outros “dois ou três” Estados ainda estão avaliando a proposta, com o restante se mostrando a favor da medida. Ele não especificou os Estados.

O vice-presidente também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está nas “últimas conversas” para decidir quem será seu substituto no posto de ministro do MDIC.

Lula disse nesta semana que Alckmin será o candidato a vice-presidente em sua chapa à reeleição em outubro deste ano. Para concorrer ao cargo, ele precisa deixar o posto de ministro seis meses antes da eleição, até dia 4 de abril, mas pode seguir na cadeira de vice-presidente.

O plano do governo para o diesel

A proposta do governo é que a subvenção seja válida por dois meses, entre abril e maio. O valor do benefício será de R$ 1,20 por litro do combustível importado, dividido igualmente entre os Estados e a União, ou seja, o governo federal custearia R$0,60 e os estaduais, a outra metade.