07/05/2014 - 9:48
Sem abandonar a cautela, especialmente por causa da crise na Ucrânia, os mercados no exterior ensaiam uma melhora, na expectativa de que no depoimento de hoje da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, mantenha o tom suave (dovish) em relação à política monetária ultrafrouxa em curso desde o final de 2008. Yellen depõe, às 11 horas (de Brasília), na Câmara dos Representantes.
Essa perspectiva de uma saída bem gradual dos estímulos monetários fez com que os futuros das bolsas em NY e as bolsas europeias ganhassem fôlego e a maioria opera em alta. Já o dólar começou a sessão em alta ante o real, refletindo o movimento visto ante outras moedas emergentes e ligadas a commodities diante dos temores de uma guerra civil na Ucrânia, além da queda do PMI de serviços da China e fatores domésticos na Austrália e Nova Zelândia.
Às 9h38, o dólar à vista no balcão estava na máxima, a R$ 2,2320 (+0,27%). O dólar futuro para junho subia 0,02%, a R$ 2,2480. O dólar subia 0,13% ante o dólar australiano e +0,39% ante o dólar neozelandês.
O investidor também observa o resultado da produção industrial brasileira em março, que caiu 0,50% ante fevereiro, mas ficou no teto das expectativas, que iam de queda de 0,50% a retração de 3,90%, com mediana negativa de 2,50%.
Entre as bolsas, os índices futuros de Nova York estavam em leve alta, com Dow Jones em +0,40%, S&P 500 +0,34% e Nasdaq +0,39%. Na Europa, Londres caía 0,06%, Paris subia 0,41% e Frankfurt tinha alta de 0,69%.