O mercado de câmbio doméstico abriu a semana com o dólar em leve queda ante o real. O ajuste negativo é relativamente contido nos primeiro negócios pelo discreto desempenho misto da moeda norte-americana no exterior. Às 9h29 a moeda à vista no balcão era cotada a R$ 2,2180, em queda de 0,18%. Na BM&FBovespa, o dólar para agosto era negociado em baixa de 0,11%, a R$ 2,2300.

A agenda econômica é fraca aqui e no exterior. Às 9h30 o Banco Central oferta 4 mil contratos (US$ 200 milhões) de swap cambial tradicional com vencimento em 02/02/2015 e 01/06/2015, com resultado a partir de 9h50. Mais tarde, às 11h30, a autoridade monetária faz oferta para rolagem de até 7 mil contratos de swap cambiais com vencimento para 04/05/2015 e 01/07/2015 e resultado a partir das 11h50.

Conforme a pesquisa semanal Focus, as perspectivas do mercado para a alta da inflação se deterioraram, projetando um perigoso cenário de estagflação. De acordo com o levantamento do BC, o mercado financeiro elevou marginalmente a previsão para o índice de preços oficial no País, o IPCA, de 6,46% para 6,48%. Além disso, reduziu lateralmente a projeção de expansão do PIB em 2014, de 1,07% para 1,05%. Para 2015, porém, as estimativas para o IPCA e para o PIB seguiram em 6,10% e em 1,50%, respectivamente. Já as previsões para o juro básico neste e no próximo ano permaneceram em 11,00% e em 12,00%.

Na Europa, as principais praças acionárias têm um dia de alta nesta segunda-feira, à medida que os temores com a solidez dos bancos portugueses diminuem. Os ganhos são mantidos mesmo após a queda de 1,1% na produção industrial da zona do euro em maio ante abril – maior recuo mensal desde setembro de 2012. O dado ficou perto da previsão de -1,2%. Na comparação anual, a produção industrial teve alta de 0,5% em maio, em linha com a expectativa. No país campeão da Copa do Mundo de 2014, a bolsa de Frankfurt tem destaque, em alta de 0,90%.

Em Wall Street, os índices futuros das bolsas de Nova York registram ganhos nesta manhã, dando sequência ao bom humor mostrado na sexta-feira e com investidores à espera da rodada de balanços trimestrais hoje, sendo a maioria de bancos.