O dólar iniciou a sexta-feira, 2, primeiro pregão do ano, em queda firme no Brasil, com o real apresentando um dos melhores desempenhos entre as divisas globais, em meio a uma agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo. Já a bolsa paulista oscila próxima a estabilidade.

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Às 11h01, o dólar à vista caía 0,86%, a R$ 5,422 na venda. Já o Ibovespa recuava 0,23%, negociado a 160.753,32 pontos.

Mercado financeiro esvaziado

No último pregão de 2025, na última terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,58%, aos R$5,4890, acumulando perda de 11,17% no ano, sob o impacto, principalmente, do nível elevado dos juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital no país.

Com o menor volume de negócios, o desempenho da moeda acaba ficando mais volátil. Para 2026, a perspectiva dos analistas é de um cenário favorável para o real do ponto de vista externo, com a expectativa de corte nos juros do Federal Reserve, mas com a disputa eleitoral impondo limites.

Na cena política, as principais autoridades brasileiras seguem em recesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o Réveillon no Rio de Janeiro e deve retornar à Brasília na próxima semana. O ministro Fernando Haddad está em férias até 11 de janeiro.

No exterior, o dólar também recuava ante pares do real como o peso mexicano e o peso chileno.

B3, a bolsa brasileira

A bolsa paulista teve uma performance sólida no ano passado, com o Ibovespa acumulando uma alta de quase 34% em 2025, que foi marcado pela quebra de recordes.

Estrategistas do BTG Pactual afirmaram esperar que as ações brasileiras tenham um bom desempenho no começo de 2026, apoiadas pela flexibilização dos ciclos monetários tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

“É verdade que devemos ver menos ‘ventos favoráveis’ vindo dos EUA, já que as taxas (de juros) devem permanecer estáveis no primeiro semestre de 2026, mas a redução das taxas no Brasil pode ser suficiente para continuar impulsionando os mercados locais”, afirmaram Carlos Sequeira e equipe.

“Naturalmente, as próximas eleições e a política local devem trazer maior volatilidade aos mercados, especialmente no final do primeiro trimestre”, acrescentaram em relatório com as recomendações para janeiro.

A partir de segunda-feira, o Ibovespa passa a ter uma nova composição, com entrada das ações da Copasa e saída dos papéis da CVC Brasil, conforme a terceira e última prévia divulgada em 23 de dezembro.