O dólar abriu o pregão desta segunda-feira (5) em leve alta na comparação com o real, com investidores buscando refúgio na moeda norte-americana diante das dúvidas geradas pela operação militar dos Estados Unidos na Venezuela no fim de semana, que resultou na captura do então presidente do país, Nicolás Maduro.

“A reação inicial do mercado aos eventos extraordinários de sábado na Venezuela foi de uma busca por qualidade”, disse o banco ING em um relatório. “Dada a incerteza sobre como os próximos dias vão se desenrolar, os investidores provavelmente vão preferir a liquidez do dólar”, acrescentou.

Na sexta-feira, 2, o dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 1,16%, a R$ 5,4256 – menor valor de fechamento desde 15 de dezembro. Hoje, por volta das 9h20, tinha alta de 0,15%, a R$ 5,4335.

A indefinição no exterior deve deixar em segundo plano os indicadores econômicos domésticos divulgados pela manhã. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou dezembro com alta de 0,28%, após avanço de 0,28% em novembro, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IPC-S encerrou o ano com alta de 4%.

A mediana do relatório Focus para o dólar ao fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 12ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 continuou em R$ 5,50 pela 10ª leitura seguida. Para o fim de 2028, se manteve em R$ 5,52. Um mês antes, era de R$ 5,50.

Às 12h, será divulgado o índice do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial dos Estados Unidos em dezembro.