O mercado de câmbio doméstico iniciou o mês de fevereiro com o dólar em queda ante o real, num movimento de ajuste pontual de posições após a alta expressiva de sexta-feira, 30 de janeiro, dia em que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou que “não é intenção manter o câmbio artificialmente valorizado”, provocando forte demanda pela moeda norte-americana. O dólar também reage ao aumento em 3 mil contratos na oferta de swap cambial no leilão de rolagem do vencimento de março, que começa nesta segunda-feira, 2, além do aumento do PIS/Cofins a importadores, que pode aliviar as compras externas e demanda por dólar.

Após abrir em queda de 0,63% ante o real, negociado a R$ 2,6690, às 9h28 a moeda norte-americana recuava 0,67%, a R$ 2,6670. Já o dólar futuro para março caia 0,35% ante o real, cotado a R$ 2,6925, no mesmo horário.

O Banco Central anunciou para hoje o início da rolagem do vencimento de swap cambial de março, que será integral, jogando as expectativas sobre eventual mudança no ritmo do programa de swap para o segundo trimestre. O atual programa de swap deve terminar em 31 de março. A autoridade elevou a oferta diária no leilão de rolagem de swap para março em 3 mil contratos, para 13 mil hoje, ante 10 mil diários na rolagem do vencimento de fevereiro.

O governo também editou uma Medida Provisória no Diário Oficial de hoje que aumenta a tributação de PIS e Cofins sobre a importação, visando a elevar a arrecadação e conter o déficit na balança comercial do País. Segundo um operador, essas novidades contribuem para um enfraquecimento do dólar ante o real, uma vez que a tributação mais alta pode desestimular mais as importações.