O dólar dá sequência à trajetória de alta ante o real nesta segunda-feira, 9, mesmo após de ter avançado a R$ 2,7720 no mercado à vista na sexta-feira, 6, maior valor em 10 anos, desde 10 de dezembro de 2004. Internamente, o foco continua nos riscos crescentes de crescimento negativo com inflação alta no País, enquanto no exterior as preocupações são renovadas com a Grécia e a China, cujas importações tiveram forte queda em janeiro. A insatisfação com a escolha de Aldemir Bendini para a presidência da Petrobras também deve apoiar mais uma rodada de busca de proteção no dólar.

Após abrir em alta de 0,54% ante o real, negociado a R$ 2,7870, às 9h25 a moeda norte-americana avançava 0,65%, a R$ 2,7900. Já o dólar futuro para março subia 0,07% ante o real, cotado a R$ 2,8005, no mesmo horário.

A pesquisa Focus, do Banco Central, trouxe piora nas projeções das instituições do mercado financeiro para a inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB). Pela primeira vez, a mediana das projeções do mercado financeiro para a atividade brasileira deste ano ficou estável, ante uma ligeira expansão de 0,03% no levantamento da semana passada. Para 2016, a expectativa de 1,50% foi mantida. Já a mediana das previsões para o IPCA deste ano subiu de 7,01% para 7,15%. Para o final de 2016, a projeção foi mantida em 5,60%.

No mercado acionário, os índices futuros das bolsas de Nova York e as principais praças acionárias europeias operam em baixa nesta manhã, em meio a preocupações com a Grécia e com a China. Por aqui, o Ibovespa Futuro indica uma abertura negativa, com o índice em queda de 0,93%, aos 48.35 pontos, às 9h25.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, insistiu ontem que Atenas não vai pedir uma prorrogação do atual programa de resgate do país aos credores internacionais, mas sim um empréstimo-ponte, podendo deixar as partes envolvidas incapazes de chegar a um acordo de curto prazo, o que trouxe de volta o temor em relação à permanência ou não do país na zona do euro. Na China, a balança comercial registrou superávit recorde em janeiro, porém, as exportações contrariaram a estimativa de alta de 4,0%, ao mostrarem queda anual de 3,3%, e as importações recuaram 19,9% (previsão de -3,3%).