O dólar atingiu a máxima em 12 anos ante o iene nesta quinta-feira, 28, impulsionado por investidores apostando que os Estados Unidos superaram sua desaceleração e caminham para uma alta nos juros mais adiante neste ano.

No fim da tarde em Nova York, o dólar avançava a 123,96 ienes, de 123,63 no fim da quarta-feira, enquanto o euro se valorizava a US$ 1,0946, de US$ 1,0906. Durante o pregão, o dólar chegou a atingir 124,47 ienes, mas depois perdeu parte do fôlego.

Os investidores continuam a reforçar apostas de que o dólar avançará ante suas rivais, uma aposta popular ao longo do segundo semestre de 2014 e do início deste ano, que levou a moeda norte-americana a máximas em vários anos ante várias divisas de países em desenvolvimento. Muitos gerentes de câmbio avaliaram que o Federal Reserve poderia elevar os juros caso a economia dos EUA se fortalecesse antes de outros bancos centrais adotarem essa medida. O juro mais alto nos EUA torna o dólar mais atraente para os investidores.

Mas esse movimento perdeu força entre março e maio, com indicadores econômicos mais fracos e o Fed sinalizando que poderia retardar a alta dos juros. Na semana passada, os indicadores melhoraram e o dólar mostrou sinais de novo impulso. Hoje, uma leitura forte de vendas pendentes de casas em abril e um dado de pedidos de auxílio-desemprego consistente com uma economia em crescimento somaram-se aos dados positivos.

“Nós estamos em um momento em que nenhum ponto de dados pode ser excluído da equação. Mas o humor do mercado comanda: se o mercado quer comprar dólares, ele irá”, disse Neil Mellor, estrategista de câmbio do BNY Mellon. Segundo ele, neste momento há um impulso de alta na moeda.

Nesta sexta-feira, o mercado verá se os EUA tiveram contração econômica no primeiro trimestre. Será divulgada a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, e analistas preveem contração de 1%, após uma leitura preliminar de avanço de 0,2%. Também será divulgado um dado de confiança do consumidor.

O euro avançou ante o dólar pelo segundo dia consecutivo, com investidores continuando a reagir a notícias conflitantes sobre um possível acordo entre a Grécia e seus credores.