O dólar à vista inicia a semana em alta, acompanhando o viés positivo da moeda norte-americana no mercado internacional e com os investidores atentos à agenda política doméstica. Depois de abrir cotada a R$ 2,9990 (+0,10%) no balcão, a divisa chegou a virar e operar em leve baixa, mas às 9h31 avançava 0,40%, na máxima, negociada a R$ 3,0080. Na BM&FBovespa, o dólar futuro para junho subia 0,30%, cotado a R$ 3,0240. Diante de uma agenda de indicadores fraca nesta segunda-feira, os investidores concentram as atenções no noticiário envolvendo o ajuste fiscal.

Nesta manhã, a presidente Dilma Rousseff está reunida com sua coordenação política no Palácio do Planalto para dar continuidade às discussões sobre o corte no Orçamento de 2015, que deve ser anunciado até esta sexta-feira. Ontem, em encontro que durou cerca de quatro horas, estiveram presentes os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. A amplitude do congelamento de despesas estaria entre R$ 65 bilhões e R$ 78 bilhões. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Barbosa tem defendido um bloqueio menos severo, para não paralisar a máquina pública, enquanto Levy advoga por um corte mais radical para sinalizar ao mercado que a equipe econômica está comprometida em alcançar a meta do superávit primário deste ano, de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Mais cedo, a pesquisa Focus trouxe pequenas alterações nas projeções para a economia do País. A mediana das previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2015 subiu de 8,29% para 8,31%, enquanto para 2016 caiu de 5,51% para 5,50%. Outra mudança foi a revisão em alta na estimativa para a Selic no fim de 2016: de 11,63% para 11,75%.