05/05/2026 - 17:37
O dólar fechou a terça-feira em baixa firme ante o real, na menor cotação em 27 meses, em uma sessão no geral positiva para os ativos de risco em todo o mundo apesar da guerra no Oriente Médio. Já o Ibovespa fechou em alta, apoiado no desempenho das ações da Ambev
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 1,12%, aos R$ 4,9123, o menor valor de fechamento desde 26 de janeiro de 2024, quando atingiu R$ 4,9110. Em 2026, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,51% ante o real.
Às 17h12, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 1,09% na B3, aos R$4,9445.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, apoiado principalmente no desempenho das ações da Ambev, que dispararam 15,30% após resultado trimestral acima das expectativas, em pregão marcado pela repercussão de uma série de resultados corporativos.
Investidores da bolsa paulista também seguiram atentos à situação no Oriente Médio, além de analisarem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na semana passada, quando a Selic foi reduzida a 14,50% ao ano.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,62%, a 186.753,82 pontos, tendo marcado 187.427,56 pontos na máxima e 185.364,01 pontos na mínima. O volume financeiro somava R$ 23,49 bilhões antes dos ajustes finais.
“A leitura positiva do resultado, com números acima do esperado, acabou impulsionando o setor de consumo como um todo, gerando efeito de contágio e melhorando a percepção de risco para empresas domésticas. Dentro desse contexto, o Grupo Pão de Açúcar avançou 8,8%, acompanhando esse movimento e reforçando o papel do segmento de consumo como principal motor da alta do índice no pregão”, Heitor De Nicola, especialista em renda variável da AVIN.
O que explica o salto da Ambev?
A combinação de uma série de feriados prolongados com a realização da Copa do Mundo na América do Norte neste ano devem ajudar as cervejarias a manterem recuperação, afirmou o presidente-executivo da maior cervejaria da América Latina, Ambev, Carlos Lisboa.
A companhia divulgou mais cedo lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 2,1% sobre um ano antes e distribuição de juros sobre capital próprio de cerca de R$700 milhões, a serem pagos até dezembro. O resultado foi impulsionado pelo Carnaval no Brasil.
As ações da maior cervejaria da América Latina disparavam. No melhor momento do dia, as ações da Ambev chegaram a R$ 16,84, máxima intradia desde abril de 2018, quando chegaram a R$17. Por volta de 13h55, os papéis eram cotados a R$ 16,73, com avanço de 15,86% – que se confirmado no fechamento será a segunda maior alta desde a criação da Ambev em 1999.
Analistas do Itaú BBA afirmaram mais cedo que a Copa pode ajudar a sustentar o momento positivo para a Ambev e que uma melhoria dos fundamentos neste ano pode ajudar a destravar potencial de valorização para a ação da companhia.
O desempenho da companhia nos três primeiros meses de 2026 veio após, no final do ano passado, a empresa citar problemas causados pelo clima desfavorável para o consumo de cerveja como um de seus principais fatores de preocupação.
Com informações da Reuters
