Após cair abaixo dos R$ 5,20 pela manhã, o dólar fechou a quarta-feira estável no Brasil e pouco acima deste nível, com os investidores à espera da decisão sobre juros do Banco Central, no início da noite. Já o Ibovespa encerrou o dia renovando os recordes intradia e de fechamento, com a continuidade dos fluxos de capital estrangeiro para o país, em uma sessão onde os investidores tiveram como foco as decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,52%, a 184.691,05 pontos, maior nível de fechamento, segundo dados preliminares. Na mínima, marcou 181.920,63 pontos e, na máxima, registrou 185.064,76 – maior nível intradia registrado na história do Ibovespa. O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,01%, aos R$ 5,2080. No ano, a divisa acumula baixa de 5,12%.

+Veja cotações na íntegra 

O volume financeiro somava R$31,14 bilhões antes dos ajustes finais.

Dólar

A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o cenário externo, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas.

Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,44% na B3, aos R$5,2065.

A divisa dos EUA chegou a oscilar abaixo dos R$ 5,20 pela manhã, mais uma vez em função do forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil, em especial para a bolsa.

Às 10h05, o dólar à vista atingiu a cotação mínima intradia de R$ 5,1716 (-0,69%), mas na sequência a moeda se reaproximou da estabilidade, com os investidores à espera da decisão do Federal Reserve sobre juros, à tarde, e do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, à noite.

Às 16h o Fed anunciou a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, e destacou a inflação ainda elevada e a estabilização do mercado de trabalho norte-americano. Na prática, a instituição passou poucas indicações sobre quando os juros voltarão a cair nos EUA.

Às 16h02, já após o comunicado do Fed e em meio à coletiva do chair da instituição, Jerome Powell, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,2259 (+0,36%), para depois se aproximar novamente da estabilidade.

Como a decisão do Copom ocorrerá com o mercado fechado, após as 18h30, eventuais reações no câmbio ficarão para a quinta-feira.

As apostas majoritárias dos agentes são de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas todos estarão atentos ao comunicado do Copom, em busca de pistas sobre o encontro de março.

Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira — dado mais recente — 36,00% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,50% de chance de redução de 50 pontos-base e 22,75% de possibilidade de manutenção.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos.

No exterior, às 17h17 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,56%, a 96,445.