O Ibovespa opera em alta na última sessão do ano nesta terça-feira, 30, a caminho do melhor desempenho anual desde 2016, com apoio das blue chips Vale e Itaú Unibanco.

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Já o dólar opera em queda no Brasil, com os agentes avaliando os dados do mercado de trabalho doméstico enquanto aguardam a publicação da ata da última reunião de política monetária de dezembro do Federal Reserve, às 16h.

Às 10h11, o dólar à vista caía 0,87%, com preço de R$ 5,521 na venda. Às 15h25 a moeda americana acelerava queda para 1,43%, cotada a R$ 5,4910.

Por volta de 15h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 0,84%, a 161.836,69 pontos, acumulando até o momento uma valorização de 34,38% em 2025. Na máxima do pregão, mais cedo, chegou a 162.075,04 pontos.

O dia no mercado financeiro

A última sessão antes do feriado de Ano Novo é marcada pela baixa liquidez, típica dessa época, assim como pela maior volatilidade, por conta, nesta terça-feira, da formação da Ptax.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Enquanto isso, a agenda econômica segue movimentada. Logo na abertura das negociações, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até novembro, menor nível da taxa histórica iniciada em 2012, com novos recordes na renda e no número de pessoas ocupadas. Economistas esperavam que a taxa ficaria em 5,4%, segundo a mediana das previsões em pesquisa da Reuters.

Os dados do Caged mostram que, em novembro, o Brasil abriu 85,9 mil vagas formais de trabalho. O número é fruto de 1,98 milhões de contratações e 1,89 milhões de demissões.

No exterior, o dólar exibe desempenho misto ante as principais divisas, recuando ante pares do real como o peso mexicano e o peso chileno.

Destaques do Ibovespa

  • Itaú Unibanco (ITUB4) subia 1,36%, em sessão bastante positiva para bancos, com Bradesco (BBDC4) em alta de 1,48%, Banco do Brasil (BBAS3) valorizando-se 1,06%, Santander Brasil (SANB11) avançando 1,77% e BTG Pactual (BPAC11) com elevação de 0,97%.
  • Vale (VALE3) avançava 0,64%, mesmo com o declínio dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na bolsa de Dalian encerrou as negociações com queda de 0,44%, a 789 iuanes (US$112,86) a tonelada.
  • Petrobras (PETR4) tinha variação positiva de 0,07%, em pregão com oscilação modesta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent registrava acréscimo de 0,44%. Investidores seguem monitorando o movimento de greve de petroleiros da estatal.
  • Localiza (RENT3) subia 2,23%, tendo como pano de fundo estabilidade das taxas dos DIs. Acionistas da empresa de aluguel de veículos e gestão de frotas também aprovaram na véspera aumento de capital em R$2,065 bilhões e a criação de ações preferenciais. Vamos (VAMO3) avançava 1,85%.
  • Braskem (BRKM5) recuava 0,75%, após duas altas seguidas, com agentes ainda na expectativa da conclusão do acordo envolvendo a venda da participação da Novonor na companhia. Ainda no radar também estavam vetos presidenciais na semana passada envolvendo incentivos à indústria química.