O Ibovespa encerrou esta sexta-feira, 31, com marco histórico, superando o patamar dos 149 mil pontos pela primeira vez e consolidando a oitava sessão consecutiva em alta. Com o novo recorde, o principal índice da bolsa brasileira confirmou o terceiro ganho mensal seguido, impulsionado, em grande parte, pela performance das ações da Vale, após a divulgação de seu resultado e as expectativas de um dividendo extraordinário. O dólar fechou o dia rondando a estabilidade, mas queda de 0,25% na semana e alta de mais de 1,07% no mês.

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O índice de referência da B3 fechou em alta de 0,51%, atingindo 149.540,52 pontos. Durante o dia, a máxima foi de 149.635,9 pontos. A série de oito altas não era vista desde agosto de 2024. A última sequência maior foi em julho do ano passado, com 11 pregões positivos. Na máxima do dia, o Ibovespa alcançou 149.635,9 pontos. Na mínima, registrou 148.773,79 pontos.

No consolidado da semana, o resultado foi uma valorização de 2,26%, e de outubro de 2,21%. Em setembro a alta registrada foi de 3,40% e em agosto de 6,28%. No acumulado de 2025 a valorização do Ibovespa alcança 24,26%.

O volume financeiro na bolsa paulista somava R$ 19,8 bilhões nesta sexta-feira.

Já o dólar teve variações modestas durante toda a sessão e encerrou a sexta-feira quase estável, em meio à definição da Ptax de fim de mês e à alta da moeda norte-americana no exterior.

O dólar à vista fechou a sexta-feira com leve baixa de 0,04%, cotado a R$ 5,3795.

O dólar no dia

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

A Ptax foi definida no início da tarde, em R$ 5,3843 na venda, mas depois disso o dólar à vista pouco se afastou da estabilidade.

“O dólar se valorizou ontem com as indicações do Federal Reserve de que não há tanta confiança para um novo corte de juros em dezembro nos Estados Unidos”, pontuou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Hoje, até o horário de fechamento da Ptax, o dólar até se valorizou um pouco, mas depois caiu”, acrescentou.

De fato, às 12h25, quando a Ptax ainda não havia sido determinada, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,4005 (+0,35%). Definida a Ptax, o dólar à vista se reaproximou da estabilidade.

No exterior, após registrar sinais mistos no início do dia, o dólar se fortaleceu ante divisas pares do real, como o rand sul-africano e o peso mexicano, mas os movimentos também eram contidos em função da agenda fraca de indicadores e eventos.

Ao mesmo tempo, declarações de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia, reforçando a possibilidade de que a taxa de juros não sofra novo corte nos EUA em dezembro, davam força ao dólar ante as divisas fortes. Às 17h07 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,33%, a 99,799.

*Com informações de Reuters