07/01/2026 - 12:25
O dólar opera em alta nesta quarta-feira, 7, após quatro sessões consecutivas de baixa. A moeda norte-americana abriu rondando a estabilidade ante o real, mas passou a subir após a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Já o Ibovespa registrava baixa em meio a um ambiente de maior cautela, enquanto os agentes avaliam dados de emprego dos Estados Unidos e novos desdobramentos do ataque norte-americano à Venezuela.
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Às 12h32, o dólar à vista subia 0,36%, a R$ 5,3955 na venda. Na terça-feira, o dólar à vista fechou cotado a R$ 5,3819, em baixa de 0,43%. Veja cotações.
Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais líquido no Brasil — avançava 0,03%, a R$ 5,4110.
No mesmo Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 1,07%, a 161.937,21 pontos. No melhor momento, marcou 163.660,52 pontos.
O volume financeiro somava R$ 3,02 bilhões.
Um dos destaques da agenda econômica desta semana, o relatório de emprego nos EUA da ADP mostrou que o setor privado norte-americano abriu 41.000 postos de trabalho no mês passado, após fechamento revisado de 29.000 em novembro. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 47.000 postos.
As atenções agora se voltam para a pesquisa Jolts, que sai no início da tarde, e é o último dado do mercado de trabalho a ser divulgado antes do relatório mensal de emprego dos EUA, que será divulgado sexta-feira. Qualquer surpresa nesses indicadores pode alterar as expectativas atualmente precificadas pelo mercado de cortes nos juros pelo Federal Reserve neste ano.
O front geopolítico, que havia ficado em segundo plano na última sessão — na qual o Ibovespa subiu mais de 1% — voltou à cena depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam bloqueados sob embargo norte-americano, o que fez os preços da commodity caírem nesta manhã.
No Brasil, com o Congresso ainda em recesso e a agenda de indicadores econômicos esvaziada, o mercado inicia o dia sem gatilhos fortes para operar. A situação da Venezuela segue no radar após o ataque norte-americano do fim de semana, mas seus efeitos imediatos sobre os ativos se dissiparam nos últimos dias.
DESTAQUES
– PETROBRAS PN avançava 0,24%, mesmo com o recuo dos preços do petróleo no exterior. Na terça-feira, a companhia informou que paralisou temporariamente atividades exploratórias de petróleo e gás na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas profundas do Amapá, após um vazamento de fluido de perfuração do poço no domingo.
– ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,05% e BRADESCO PN caía 1,15%. BANCO DO BRASIL ON avançava 0,59%, SANTANDER BRASIL UNIT mostrava queda de 1,31% e BTG PACTUAL UNIT tinha perda de 1,14%, com o setor bancário pressionando o índice.
– VALE ON valorizava-se 0,24%, em linha com o avanço dos futuros do minério de ferro na China.
– YDUQS ON caía 5,66%, liderando as perdas do índice, após o JPMorgan reduzir a recomendação do papel. Enquanto isso, COGNA ON subia 5,41%, liderando os ganhos do Ibovespa, também influenciada por relatório do JPMorgan, que elevou a recomendação da ação.
